Luto

LUTO

Os estágios do luto 

  • Ao longo do ciclo vital vamos formando laços afetivos e significativos, nossos primeiros vínculos se estendem às relações familiares e posteriormente às relações de amizade e de trabalho. Vamos construindo nossa história a partir da formação e rompimento desses vínculos.
  • Quando acontece o rompimento de um vínculo afetivo entramos num estado de dor e tristeza profunda, conhecido como Luto.
  • O luto é um processo que se inicia com uma perda muito significativa, seja por morte ou separação de alguém ou algo que amamos, por aposentadoria, diagnóstico de uma doença ou lesões que resultam em limitações. É seguido por um período de muita desorganização, desespero, angústia e solidão até chegar à fase de elaboração e ressignificação da perda.
  • O luto é um processo de adaptação interna diante da nova identidade e realidade que precisam ser construídas.  É um período muito solitário que precisa de tempo, de acolhimento, de respeito à dor da pessoa em luto.
  • Embora seja uma vivência muito singular, os enlutados apresentam atitudes e reações emocionais muito semelhantes durante o processo do luto.  Para a compreensão do processo alguns médicos estudiosos descreveram o luto em estágios ou fases. Dentre estes, a pioneira em estudos com pacientes terminais, Elisabeth Kübler Ross.
  • A doutora Elizabeth propôs seu modelo que explica os 5 estágios do luto em pacientes com doenças terminais, mas que podem ser vividos por pessoas que tiveram outras perdas significativas.
  • Os cincos estágios por Elisabeth Kübler Ross:

Negação e Isolamento

  • Diante da notícia de uma perda muito significativa a negação serve como um mecanismo de defesa para proteger e aliviar a nossa mente da dor profunda e das fortes emoções decorrentes da perda. O indivíduo em estado de choque se recusa a confrontar-se com a situação e em muitos casos prefere manter o isolamento para não ter que falar sobre o assunto.
  • É um mecanismo saudável que a natureza humana encontra para que vagarosamente o indivíduo entre em contato com a profundidade de seu sofrimento.

Raiva

  • Quando o indivíduo se conscientiza da impossibilidade de reverter a situação e da concretude da perda, uma forte emoção pode surgir, a raiva. Neste estágio o indivíduo externaliza sua dor através da revolta, da agressividade e do inconformismo. Essas emoções podem ser direcionadas à família, aos amigos, à Deus, à pessoa perdida e à própria pessoa.
  • É importante que as pessoas entendam que por trás dessa forte emoção está uma dor profunda, que precisa ser externalizada para que posteriormente haja o processo de cura.

Barganha

  • É o estágio em que o indivíduo começa a negociar consigo mesmo ou com Deus na tentativa de modificar a situação. Normalmente esses acordos vêm em fora, através de promessas, pactos e orações.
  • É importante que o enlutado se conscientize que, na verdade, o que está por trás da barganha é o sentimento de culpa e remorso por acreditar que algo poderia ter sido feito para evitar a perda. Somente com o entendimento desse mecanismo o enlutado poderá passar por essa fase e acreditar que não é culpado pelo ocorrido.

Depressão

  • É o estágio onde acontece a percepção de que a perda é definitiva, e que não se pode mais negar o ocorrido, não adianta barganhar e a raiva não consegue mais se sobrepor a dor e a tristeza.  É um momento de muito choro, isolamento e reflexões, porém é a fase mais importante do processo porque permite repensar e processar o que a vida fez com a pessoa e o que ela fará da vida a partir de agora.

Aceitação

  • É o que é esperado que aconteça em processo de luto normal. É o último estágio do processo, no qual os questionamentos dão lugar à ressignificação da perda e a construção de uma nova rotina e novos projetos de vida.
  • No caso de quem perdeu um ente querido, este é o momento de internalizar o legado e a aprendizagem que a pessoa deixou. A pessoa perdida não será mais procurada externamente, agora ela já é encontrada internamente nas memórias e nas lembranças.
  • É importante ressaltar que o luto é um processo muito individual e que as fases não necessariamente vão acontecer com todas as pessoas da mesma forma e na mesma ordem sequencial.  Cada pessoa seguirá o seu próprio percurso no processo e a duração de cada fase poderá variar de pessoa para pessoa.
  • O luto não é eterno, a saudade é eterna, cada indivíduo terá a oportunidade de de ressignificar sua perda e sua história de vida.

 

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